Lá fomos todos lampeiros ver The Cure ao Atlântico. A banda revisitou os clássicos por que todos esperávamos ouvir, alternado com músicas menos familiares e outras do novo álbum, ainda por lançar. Em concerto, ouvir músicas de um álbum que ainda não contactou com a atmosfera está tal e qual para aquele filme que varreu os Óscares e que nós não vimos, porque não estreou: já gostamos, embora não saibamos porquê. A voz do Robert Smith não envelheceu um pouco que fosse, está tal e qual como quando ele descobriu que a tinha, que terá sido justamente no dia em que descobriu rímel dentro da mala da tia. Ali tocaram 3 horas de músicas, sendo que a última viveu dos 3 encore que certamente esperavam acontecer. Como disse o Rico “epah, é melhor irmos embora senão ele canta até às cinco da manhã!”. Mas a noite não foi só de cura. É inadmissível que no Pavilhão Atlântico não tenham montado dois écrans colossais, para que aqueles a quem a mãe-natureza deixou somiticamente ficar pelo metro e sessenta pudessem ver. Imperdoável é a fila para a cerveja chegar até ao Marquês de Pombal e os fãs dos Cure se misturarem com os não menos góticos professores. Estar num concerto sem cerveja é como fazer acupunctura sem agulhas. O que vale é que temos espírito de camaradagem e uma cerveja rodou por cinco. Faz-nos bem saber aquilo por que os judeus passaram. Lei seca à parte, voltava a repetir a experiência. Só de relembrar aqueles acordes de Boys Don’t Cry, dá-me vontade de ir buscar as Dr. Martens ao sótão.
terça-feira, 11 de março de 2008
Lá fomos todos lampeiros ver The Cure ao Atlântico. A banda revisitou os clássicos por que todos esperávamos ouvir, alternado com músicas menos familiares e outras do novo álbum, ainda por lançar. Em concerto, ouvir músicas de um álbum que ainda não contactou com a atmosfera está tal e qual para aquele filme que varreu os Óscares e que nós não vimos, porque não estreou: já gostamos, embora não saibamos porquê. A voz do Robert Smith não envelheceu um pouco que fosse, está tal e qual como quando ele descobriu que a tinha, que terá sido justamente no dia em que descobriu rímel dentro da mala da tia. Ali tocaram 3 horas de músicas, sendo que a última viveu dos 3 encore que certamente esperavam acontecer. Como disse o Rico “epah, é melhor irmos embora senão ele canta até às cinco da manhã!”. Mas a noite não foi só de cura. É inadmissível que no Pavilhão Atlântico não tenham montado dois écrans colossais, para que aqueles a quem a mãe-natureza deixou somiticamente ficar pelo metro e sessenta pudessem ver. Imperdoável é a fila para a cerveja chegar até ao Marquês de Pombal e os fãs dos Cure se misturarem com os não menos góticos professores. Estar num concerto sem cerveja é como fazer acupunctura sem agulhas. O que vale é que temos espírito de camaradagem e uma cerveja rodou por cinco. Faz-nos bem saber aquilo por que os judeus passaram. Lei seca à parte, voltava a repetir a experiência. Só de relembrar aqueles acordes de Boys Don’t Cry, dá-me vontade de ir buscar as Dr. Martens ao sótão.
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quarta-feira, 5 de março de 2008
É já no Sábado que estes senhores se deslocam ao Altantic para dar aquele que eu penso que será o melhor concerto do ano. Eu ainda nem fraldas usava quando eles se estrearam, mas assim que passei para as Dodot etapa 3, já cantarolava Boys Don't Cry. Até estou a pensar ir à look gótico. Se os meus pais deixarem, claro.
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Bolbices: Bolbo's Sounds
segunda-feira, 3 de março de 2008
Querido, mudei a casa
A partir de hoje é possível fazer obras em casa sem licença. Meus amigos, é o fim de uma das 457 milhões de burocracias em Portugal! Para comemorar, assim que chegar a casa vou partir a parede que separa o meu quarto da casa-de-banho. Sempre sonhei ter uma suite.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Passei à frente do cinema Londres e li no painel:
Sala 1. Este País não é p/ M/18. 21h30
Das duas, uma, ou o tradutor preferiu uma tradução mais livre, mantendo a ideia (não é para maiores de 18= não é para velhos), ou estamos perante uma longa-metragem realizada pela equipa que pensou a nova lei da reforma.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Pós-festa-do-cinema, parte II
Qual "Juno", qual quê, o filme que ganhou o Óscar para melhor Argumento Original está aqui.
Por favor, vejam esta pérola do Lek.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Pós-festa-do-cinema
Achei muito justas as três estatuetas para “The Bourne Ultimatum” na montagem, som e efeitos sonoros. Aliás, eu, se tivesse, literalmente, voto na matéria, teria elevado o filme à categoria de Melhor Filme e Melhor Realizador. Ainda que fosse só pela nomeação. Para Argumento Original teria trocado a Diablo Cody, “Juno”, pelo Brad Bird, “Ratatouille”. Mas talvez um filme de animação nunca tenha ganho nesta categoria. É que “Juno” é giro, mas de original, o argumento nada tem. Quanto a Melhor Filme e Realização acho que os irmãos Cohen eram os grandes favoritos, pelo que se foi falando, só balançando para “Haverá Sangue”. Mas como não vi “No Country for Old Man”, não posso opinar.
Na categoria musical, continuo sem perceber porque é que as músicas são sempre de enrabar ovelhas às três da manhã. E não é de agora. Alguém me explique.
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And the winner is…
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O metano sagrado
As vacas emitem uma grande quantidade de gás metano através do arroto e uma menor quantidade através da flatulência. As estatísticas variam sobre quanto metano a vaca leiteira média expele. Alguns especialistas dizem que entre 100 a 200 litros por dia, enquanto outros dizem que pode chegar a 500 litros por dia. De qualquer forma, é muito metano, uma quantidade comparável à poluição produzida por um carro num único dia.
Por acaso já viram alguma manifestação contra a existência de vacas? Ou viram algum documentário do Al Gore sobre a contribuição do metano para o aquecimento global ser oscarizado? Ou alguma proposta geneticamente hibridificada da Toyota para a classe ruminante, tipo “cowris hyb”?
Imagino a discriminação de que as vacas são alvo no reino animal…
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
El Mundo
Entende-se por Efeito Borboleta ontem ter havido mau tempo em Portugal e o Fidel renunciar hoje à Presidência em Cuba.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Thunderbolt and lightning, very, very fright'ning me
Sou uma caguinchas. A noite passada vi passar todas as horas em agonia. Era chuva que batia violentamente na rua, na varanda e nos estores. Era trovões e relâmpagos espaçados por breves minutos. Era o alarme dos carros a disparar por causa da chuva forte. Mais tarde, os bombeiros, a polícia, as ambulâncias. Desesperadamente sintonizei no “Oceano Pacífico”, mas estava a dar André Sardet, tive vontade de vomitar.
Durante a noite, lembrei-me de como seria tão bom ter ali a Maria von Trapp para me dar abrigo na sua cama…
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Não pude deixar de reparar numa notícia do jornal Metro, esta quarta-feira, sobre a miudagem e suas brincadeiras. Na capa lê-se “Crianças estão a perder o espírito de brincadeira”, foram simpáticos, porque, na verdade, o que queriam ter escrito era “Crianças estão a perder o espírito”. A notícia surge no seguimento de estudos desenvolvidos por dois cientistas de Yale, sobre os hábitos da infância nos tempos modernos.
O quadro é negro como uma pintura expressionista. Eu consigo entender a notícia mas não concordo totalmente com ela. Entendo no sentido em que talvez aquelas brincadeiras de outrora, sobretudo aquelas “lá na terra”, que envolviam os primos campo ou praia a fora, muita chafurdice na terra, o pião, o guelas, a correria da apanhada, os gelados de um só sabor, os sumos capri-sonne, entre mil e mais, talvez estejam em vias de extinção. Será que ainda se joga ao elástico ou à macaca? Ainda se fazem “quantos-queres” ou se joga aos países? Digo isto, porque era o que eu fazia, gerações anteriores certamente dirão que essas brincadeiras eram muito queques, que as deles é que foram duras, lamacentas e ricas em hematomas. Mamãe conta que nas festas da terra, as moças saltavam as fogueiras para que os pelos caíssem. Alguma vez eu faria tal coisa? As brincadeiras mudam, porque o mundo é composto de mudança (não fui eu que inventei esta). Não podemos querer que na apelativa era digital doida a miudagem queira ir para os campos comer azedas. Aliás, calhando, hoje, as gerações anteriores teriam processos em tribunal avançados pelos partidos verdes porque ir em busca de rãs e lagartixas e proceder à sua decomposição seria considerado crime para com o ecossistema. A poluição não era o que é hoje, assim como a alimentação e a segurança. As azedas hoje em dia devem saber a podre, ficar um dia inteiro sem lavar as mãos é suficiente para se apanhar uma gastroenterite e deixar um filho ir sozinho comprar pão, não tem sido das melhores ideias. Hoje há um mundo de coisas para descobrir, como houve e como haverá sempre. Os miúdos estão bem servidos de brincadeiras, não se preocupem.
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A droga em perspectiva
O comum mortal morre agarrado, carocho, todo picado e com a cremalheira toda rebentada.
Os artistas têm overdoses acidentais.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
King of Pop

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domingo, 3 de fevereiro de 2008
A cor púrpura do Rio…
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